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Colaboradores distribuem centenas de livros pelo projeto Ensolarando Vidas

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Em uma manhã coberta por leve garoa, um grupo de pessoas animadas se reúne carregando caixas de livros e um humor atípico para um dia acinzentado e quase frio. Camisetas amarelas e sorrisos contagiantes consolidavam a proposta que vieram realizar: ensolarar vidas.

Colaboradores do Núcleo-Luz de Figueira em São Paulo e Editora Irdin organizando os livros

O Projeto Ensolarando Vidas, idealizado pela união entre a Irdin Editora e a Rede-Luz São Paulo, aconteceu no dia 14 de outubro, na Avenida Paulista, centro empresarial da capital paulistana, que, quando é fechada aos domingos, serve de ponto de encontro para mobilizações das mais variadas tendências de pensamentos e comportamentos. Este foi o cenário escolhido para a distribuição gratuita de livros que traduzem a extensa e significativa obra da Fraternidade – Federação Humanitária Internacional e suas afiliadas.

“Ensolarar Vidas” é o título do livro de Ana Regina Nogueira (fotógrafa, escritora e colaboradora), que inspirou o projeto: “Este é um livro sobre servidores que, em grupo, põem tudo o que são em tudo o que fazem. […] Uma nova humanidade está surgindo para construir o almejado futuro sem guerras nem fronteiras, sem materialismo ou ganância”, afirmou a autora. Pois foi desta forma peculiar que este grupo reunido se manifestou: abordando a pessoa certa com o livro certo, conquistando um sorriso necessário no momento, levando aos corações os sentimentos de fraternidade e amorosidade.

A leitura que transforma

Quando as palavras são suficientes para sensibilizar

Motivos científicos para o ato da leitura podem ser inúmeros, assim como os motivos educativos e culturais. No entanto, a leitura como fonte de autoconhecimento e transformação tem sido uma constante experiência que vai muito além dos sugestivos títulos que ilustram as capas dos livros. “Viver o Amor aos Cães”, “Tempo de Retiro e Tempo de Vigília”, “Bases do Mundo Ardente”, “O Chamado das Árvores”, “Viagem aos Mundos Sutis”, “Galactolatria”, entre outros, fizeram da escolha algo difícil, uma vez que todos os livros eram cativantes.

Conta-nos uma colaboradora: “Uma jovem se aproximou, foi escolhendo alguns temas, mas quando olhou para aquele desenho do livro Bases do Mundo Ardente, sentiu uma coisa… Largou todos os livros que tinha escolhido e afirmou que era apenas esse que ela tinha que levar”. A colaboradora continua o relato: “Com um rapaz aconteceu o mesmo. Após verificar alguns livros, quando viu o Viagem aos Mundos Sutis, não teve dúvidas: ficou encantado e preferiu levar apenas esse”.

Quando o ato de doar está em sintonia com o ato de receber

Os títulos dos livros que encantam

Entre as ações de doar e de receber pode existir um espaço preenchido por uma tênue, mas intensa, sensibilidade, percebida apenas quando os atores da ação deixam fluir naturalmente o acontecimento.

Foi o que constatou e nos narrou uma das participantes do evento: “Abordei um casal, perguntando se tinham alguma conexão com a natureza, se gostavam de estar na natureza. Eles ficaram muito desconfiados. Então, perguntei se poderia oferecer-lhes um livro. Ofereci o livro: O Chamado das Árvores, expondo-lhes do que se tratava. Contei também sobre as ações da Fraternidade, incluindo os estudos espiritualistas.

A conversa foi se alongando, até que a esposa, mais receosa, começou a se soltar e dizer que gostava muito de ler e que tinha separado seus muitos livros para repassar para frente, juntando-os para doação, pois não tinha mais sentido mantê-los por lá após sua leitura. Desta forma, com esse movimento, um espaço se abriu para que novos livros com novos conhecimentos entrassem em sua vida. Tinha sentido exatamente isso. E, respondendo à pergunta inicial, disse que eram apaixonados pela natureza e grandes estudiosos das árvores. Assim, felizes por esta ‘coincidência’, se despediram”.

O chamado autêntico

Humildade, determinação, tolerância, muitos aprendizados

Relata-nos outra colaboradora: “Comentando com a colega que o livro Galactolatria tinha sido pouco escolhido, observei um jovem que, de longe, se aproximou, olhando para esse livro. Quando chegou, foi direto a ele, perguntando se poderia levá-lo. Disse-lhe que poderia escolher outros também, mas ele quis apenas esse. E, desse momento em diante, várias pessoas vieram e também preferiram levar apenas ele. Achei curioso esse fato”.

Várias situações peculiares ocorreram durante a mobilização: pessoas se sentiram tocadas em ouvir sobre as ações humanitárias da Fraternidade; outras se encantaram com os trabalhos com os Reinos da Natureza; e existiram até aquelas que necessitavam apenas de palavras fraternas e acolhedoras.

Cultivando virtudes no ato de distribuir palavras escritas e palavras faladas 

Alguns necessitam apenas de acolhimento

“A atividade de distribuição de livros pode beneficiar todas as pessoas envolvidas nesse processo, desenvolvendo qualidades como humildade, determinação e tolerância”, comenta uma colaboradora. Ela continua: “Ao falarmos sobre o conteúdo destes livros, além de estarmos repetindo os temas para nós mesmos, estamos partilhando assuntos que vão iluminar o caminho e elevar a consciência do próximo. Então, mesmo se a pessoa não se interessar em levar algum livro, as palavras que ouviu vão ficar como sementinhas”, conclui.

Com sentimento de missão cumprida e um visível sorriso no coração, o grupo se perguntava quando e onde seria a próxima mobilização para “ensolarar vidas”.

Mais informações: www.irdin.org.br

 

 

* Livro Peregrino é um projeto permanente da Editora Irdin, cujo objetivo é fazer que o livro circule de mãos em mãos: receba, leia e passe para o próximo. Ensolarando Vidas é uma ação criada dentro deste projeto.

 

2018-11-22T22:16:12+00:0009 novembro 2018|Categories: Associações de Serviço, Instrução, Notícias, Rede-Luz, Reinos|