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Missão Paraguai desenvolveu seu 8° Encontro de Serviço à Consciência Indígena em um clima de muita alegria

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Em um clima de muita alegria, harmonia e organização realizou-se o 8° Encontro de Serviço à Consciência Indígena da Missão Paraguai.

O evento, preparado pela Rede-Luz Paraguai, teve a participação de 25 pessoas, entre colaboradores locais e outros, provenientes da Argentina e Brasil, assim como voluntárias paraguaias da área da saúde.

As atividades se desenvolveram no sábado, 3 de novembro de 2018, na comunidade Mbya Guarani “Yvu Porã Renda”, assentada em um bairro da Cidade do Leste, a leste do Paraguai, na fronteira com o Brasil e a Argentina. A aldeia reúne cerca de 20 famílias deslocadas pelo desmatamento da zona de Caaguazú, no centro do país.

O dia estava especialmente ensolarado, embora as previsões fossem desfavoráveis. Já no domingo, as intensas chuvas e a lama forçaram o cancelamento do programa inicial de dois dias de convivência com as comunidades originárias.

Os anfitriões Mbya Guarani receberam os missionários humanitários com música tradicional indígena, colocadas através de um autofalante, que acompanhou todo o encontro.

Serviços e doações

Alegria infantil refletida na pintura das mandalas

Os visitantes ofereceram vários serviços, como atendimento médico, de enfermagem e odontológico; corte de cabelo, extração de piolhos e lavagem de cabeça; distribuição de alimentos, roupa, calçados e escovas de dentes.

Também compartilharam tarefas especiais com as crianças, como desenhos, pinturas de mandalas, confecção de pulseiras e colares.

Os indígenas se mostraram mais confiantes que em encontros anteriores e se aproximaram em maior número para as consultas de saúde. A maioria dos atendimentos médicos foram por problemas de pele.

Na área odontológica, houve 35 pacientes, aos quais foram aplicados diversos tratamentos, como obturações, profilaxias e fluoretação, extrações e limpeza de tártaro. Escovas de dentes e dentifrícios também foram distribuídos e diretrizes de higiene bucal foram oferecidas. As dentistas disseram que observaram melhorias nas condições de várias crianças que haviam sido atendidas anteriormente.

Tanto para as consultas médico-odontológicas como para doações de alimentos, o cacique recorreu a um microfone, conectado ao autofalante, para ir chamando, de maneira ordenada, os beneficiários.

Consciência indígena

Indígenas selecionam as roupas com muita harmonia

Como encerramento da jornada, o mesmo líder iniciou uma dança tradicional, seguido pelas crianças, jovens e anciãos, que carregavam instrumentos musicais típicos, a quem se juntaram todos os presentes. Segundo explicaram, se tratava de uma dança utilizada apenas em seções especiais de cura, que eles ofereciam ao grupo, em sinal de gratidão.

Por último, o chefe indígena valorizou o esforço dos voluntários para chegar ao local e agradeceu, especialmente, o apoio prestado pela Missão Paraguai, ao longo de suas edições, para realizar a reconstrução da Opy (casa de oração e cura), espaço sagrado que está servindo, segundo entendem, para atrair a materialização das melhoras que estão tendo, como a instalação de um tanque de água e outras obras.

“Nesta missão senti a união e a harmonia grupal, tanto na comunidade indígena como na integração do grupo, com representantes de três nações que carregam histórias de desencontros, o que simboliza a maturidade que se vai alcançando e a incorporação do projeto de Deus nesta humanidade, restaurando feridas e transformando-as em amor para todos os Reinos da Natureza”, disse ao final do encontro, Teresita Niveyro, uma das participantes, que veio de Posadas, Argentina.

Amor

Lavagem de cabeça

Laercio Borgato Morales, de Campo Grande, estado do Mato Grosso do Sul, Brasil, considerou que foi “um trabalho amoroso por parte de todos, uma experiência positiva que ficará marcada em meu ser”.

“Nos abriram seu mundo!” exclamou Isabel Anderson, da província argentina de Chaco. “Essa dança, da qual pudemos participar, onde um dos anciãos nos explicava o significado dos movimentos, imitando uma cobra e quando fazíamos a volta e ele se agachava, fingindo nos morder, levando-nos pelo tornozelo para que aprendêssemos a estar sempre alertas, foi algo único”, continuou ela.

Ederlene Colpo, de Foz do Iguaçu, estado do Paraná, Brasil, comentou sua vivência no corte de cabelo e lavagem de cabeça dos nativos: “Percebemos que têm muita falta de carinho, de contato amoroso, e então, ao fazer-lhes massagens na cabeça ou acomodar o cabelo de um lado para o outro, tivemos a oportunidade de transmitir-lhes um pouco de amor e eles percebiam e se mostravam bem confortáveis”.

A Missão Paraguai faz parte da Missão junto aos Povos Originários, uma campanha da Fraternidade – Federação Humanitária Internacional (FFHI).

Mais informações

redluzparaguay@fraterinternacional.org

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