Com o tema “Um Chamado para Missão”, o 1º Encontro Mundial da Juventude Missionária pela Paz ocorreu na Comunidade-Luz Figueira, em Carmo da Cachoeira, Minas Gerais, Brasil, nos dias 27 e 28 de abril de 2019.

O evento teve duas modalidades de participação: presencialmente, contou com 100 participantes e, pela internet, 103 inscritos puderam acompanhar as transmissões ao vivo. Ao todo, 10 países estavam representados: Angola, Argentina, Áustria, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, Espanha, Portugal e Uruguai.

O Espírito das Missões

No sábado (27), a partilha “O Espírito das Missões Humanitárias”, ministrada por Frei Luciano, monge da Ordem Graça Misericórdia, iniciou o encontro e a transmissão ao vivo. A exposição discorreu sobre várias questões. A seguir, apresentamos um breve resumo.

Internamente, todo ser humano sente a necessidade de doar-se. Entretanto, a vida normal enfatiza demasiadamente atitudes como a realização pessoal e a obtenção de bens materiais, entre outras. O potencial de doação de si mesmo, muitas vezes, vai ficando escondido ou atrofiado. Dessa forma, as missões oferecem aos seus participantes uma oportunidade para despertar a caridade e as capacidades de amar, de se superar e de se transcender.

As missões humanitárias são uma porta para o contato com a vocação missionária que está dentro de cada um. As situações de extrema vulnerabilidade, nas quais tanto o ser humano quanto os reinos da Natureza estão expostos, impactam a consciência de quem está em uma missão. Estar diante de crianças indígenas doentes, anciãos debilitados e animais traumatizados, por exemplo, redimensionam muitos aspectos internos. A tensão do contexto ativa forças ocultas, que podem transcender a zona de conforto pessoal. As demandas em uma missão são tantas que acontece um “natural” exercício de autoesquecimento.

Testemunhos da Juventude

A Juventude Missionária pela Paz é o ramo de serviço da Campanha da Juventude pela Paz. Desde o princípio, as jornadas da Juventude Missionária pela Paz tiveram o apoio e o incentivo da Fraternidade – Federação Humanitária Internacional.

Nesse sentido, jovens missionários atuam tanto nas jornadas da Juventude Missionária pela Paz quanto nas missões conduzidas pela própria Fraternidade. Após a partilha, alguns jovens compartilharam depoimentos de suas vivências missionárias.

Marcela Pardini falou um pouco da Juventude Missionária pela Paz em Belo Horizonte (BH), que, entre outras atividades, já atuou em favelas e no auxílio ao reino animal em uma casa de resgate de cães. Sarah Grossi, também de BH, expressou sua experiência na missão em Brumadinho (MG): “Em uma missão, algo em nós, que demoraríamos dois anos para perceber, percebemos em dois minutos”. Victor Hugo, da Bolívia, disse que sentiu o sofrimento das montanhas ao estar no local do rompimento da barragem de minério, em Brumadinho.

Daniela Jaramillo, do Equador, comentou a respeito da Missão Permanente em Carmo da Cachoeira, que procura suprir as necessidades tanto da cidade quanto da Comunidade-Luz Figueira. O jovem colombiano Jeison Bolívar participou da Missão Colômbia e afirmou: “Em todo instante, um missionário deve estar pronto para servir”.

Maria do Carmo, missionária em Roraima, teve uma experiência no setor de educação com as crianças abrigadas. As escolas dos abrigos são trilíngues, pois há aulas em português, espanhol e no idioma warao, falado pelos refugiados indígenas venezuelanos.

Missão Roraima

Houve uma “live” direta do abrigo Tancredo Neves em Boa Vista, Roraima. Naquele momento, estava ocorrendo uma apresentação de dança para os refugiados. A missionária Clara, com alegria, mostrou a entrada e a estrutura básica do abrigo, as barracas de fora e de dentro do ginásio e o contêiner de apoio da Fraternidade. Clara convidou os jovens participantes do encontro para irem à Missão Roraima.

Na sequência, foi exibido um vídeo sobre o primeiro abrigo montado em Boa Vista, chamado de “Pintolândia”, que atualmente abriga cerca de 600 refugiados. Algumas das cenas passadas na tela mostravam a distribuição de fraldas, o ginásio, as armações com as redes, as crianças brincando, a confecção de artesanato, os indígenas escutando música e vendo televisão, as barracas fora do ginásio e as famílias cozinhando suas refeições.

Poema e caminhada

No final da transmissão, Renata da Silva, jovem participante da Missão Roraima, ofertou um poema, cujo título emana a essência do espírito missionário: “Servir é Amar”.

Fechando a jornada, sob o céu estrelado, todos os participantes do evento presentes na Comunidade-Luz Figueira fizeram uma caminhada noturna até as Terras do Sol, região próxima à área F2. Lá, houve uma sintonia com cânticos e orações, preparando os jovens missionários para o recolhimento e para a continuidade do encontro no dia seguinte.

Mais informações:

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E-mail: campanha@juventudepelapaz.org

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