O caminho monástico diz respeito a uma íntima disposição de termos a busca de Deus ou do Único como prioridade em nossas vidas. Esse caminho nos convida a dar prioridade a essa busca de união interior, considerando as demais questões da vida como uma oportunidade de colaboração com o que conhecemos como plano evolutivo.

Nessa disposição, os seres que se ofertam para o caminho monástico dedicam-se a uma vida de entrega gradual e de esquecimento das metas humanas, começando a  reconhecer que existe uma Meta Imaterial, destino impalpável ao qual começam a se entregar.

O convívio fraterno, em que a igualdade e a colaboração silenciosa permeia o dia a dia, está na base da vida monástica. Orações, silêncio e estudos deveriam compor a lida diária dos que ingressam nessa escola monástica e passam a reconhecer uma Presença, que, silenciosa, os atrai para o Mistério e os impulsiona na consagração da vida.

O serviço também faz parte desse caminho monástico. Um monge é levado a aprender que só poderá comungar-se realmente com o Alto, na medida em que possa dedicar-se, com igual valor e empenho, ao bem-estar de seus semelhantes e dos reinos da natureza com os quais convive e evolui. Sem isso, percebe que sua entrega é relativa aos seus processos pessoais, os quais não atraem os valores crísticos superiores que caracterizam o espírito monástico, quais sejam a compaixão, o perdão, a paciência e o equilíbrio interior.